quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Canção de Amor dos Anos 80 ou 90.
Viver é sempre, e
Que seria o sempre senão o esquecimento do que veio até então,
E a ignorância do que está porvir?
Acho que sempre vou estar por aí
O que vai é o que fica
So, honey, vá, já... antes que sempre deixe de ser agora
Lá, onde ei de riscar seu nome
O que vai é o que fica
Se foi e nem percebo é porque jamais esteve, baby
Se a porta bate e é silêncio o que ouço, é porque nem a noite escura e nem eu
Queremos você ausente aqui.
Que seria o sempre senão o esquecimento do que veio até então,
E a ignorância do que está porvir?
Acho que sempre vou estar por aí
O que vai é o que fica
So, honey, vá, já... antes que sempre deixe de ser agora
Lá, onde ei de riscar seu nome
O que vai é o que fica
Se foi e nem percebo é porque jamais esteve, baby
Se a porta bate e é silêncio o que ouço, é porque nem a noite escura e nem eu
Queremos você ausente aqui.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quinze
Sabe quando chove e você quer guardar segredos pra si mesma e bem longe dos pais, e fica do lado de fora de casa encolhida em um canto coberto da varanda fazendo pouco barulho para o cachorro latir para o outro lado e rezando pra ninguém tirar o lixo dentro das próximas cinco horas, pra que você possa ter um tempo seu e só seu sem divisão com terceiros e quartos? Sabe quando o final da tarde já se aproxima e faltam 5 minutos para a hora na qual você usualmente já deveria estar dentro de casa, minutos que você gostaria de poder estender (com as duas mãos em um gesto de preparação de abraço em falso) pelas próximas 15 horas? Ou quando tudo o que você gostaria era abrir a porta de casa e ler o bilhete de seus pais colado com durex na tela da televisão escrito "fomos nos matar ali na ponte da Rua 15, por favor, coma o macarrão em nossa ausência"... E dos dias que seus passos batem fortes contra o piso já molhado da portaria e você espanca aleatoriamente o botão chamariz de elevador (ou seja que raio de nome dão a isso), que você sobe e desce apertando cada um de todos os 20 andares do prédio, e depois de novo, de forma aleatória, e depois indo até o sexto andar seisentos e sessenta e seis vezes, ou até o porteiro vir perguntar o que há de errado? Você vai molhar o corredor, socar a porta da lixeira, desejar achar o defunto da dona Maria e do senhor Bonifácio amarrados em grandes sacos pláticos negros, e mesmo que encontre nada, vai fingir de conta que viu os corpos putrefados, se achar uma gótica por isso, e sorrir enquanto gira a chave da porta. E quando achar a casa vazia, as camas arrumadas como eles deixaram, janelas fechadas, butijão de gás seguro, tomadas desligadas, você vai acender as luzes e ouvir "SURPRESA!" do vento que uiva ao vagar pelas escadarias do prédio. Esqueceram de seu aniversário ou você que ainda não se deu conta que não mora mais aqui?
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Café
Se ela me diz que até amanhã
haverá um sol e um beijo na toalha
por cima da mesa e o café
vai estar quente e na garrafa
se ela me diz que a manhã
deixará o sol rever meu sorriso
mesmo em dias nublados, se ela me diz
que quer ir embora antes que entardeça
e que os anjos estão nus debaixo da cama
esperando a hora de dormir
os anjos vão estar nus debaixo da cama
esperando-a, até a hora de dormir. Pra trazê-la de volta
pois amanhã a manhã vai trazer sob
a palma da mão um beijo e um queijo branco
prata, da casa, cuido eu, pois amanhã de manhã
mesmo que eu amanheça nublado
ela, a manhã, nascerão um outro céu além do meu.
haverá um sol e um beijo na toalha
por cima da mesa e o café
vai estar quente e na garrafa
se ela me diz que a manhã
deixará o sol rever meu sorriso
mesmo em dias nublados, se ela me diz
que quer ir embora antes que entardeça
e que os anjos estão nus debaixo da cama
esperando a hora de dormir
os anjos vão estar nus debaixo da cama
esperando-a, até a hora de dormir. Pra trazê-la de volta
pois amanhã a manhã vai trazer sob
a palma da mão um beijo e um queijo branco
prata, da casa, cuido eu, pois amanhã de manhã
mesmo que eu amanheça nublado
ela, a manhã, nascerão um outro céu além do meu.
domingo, 11 de outubro de 2009
Diáspora Vespertina
-Áspera.
-Diáspora!
-Espera...
-Vespertina?
-Véspera.
-Vespa!?
-Vesga!!
-Vegan?
-Vega, Street Fighter!
-Que importa o caráter
da palavra, do traço ausente, do dígito aleatório
da rima hilária e do sentido nobre
se eu digo o que me cobre, e o que me sobra
dentre o discurso sem ponto da ponta do dedo
e do vagar hipócrita de minha própria ideologia
e, da diáspora a qual condeno o meu amor, filosofia
vá ter com tua vida, tua própria 'tarde demais', Cedo!
vá ser vão lá, que a noite, aqui, eu tenho perto e medo.
-Diáspora!
-Espera...
-Vespertina?
-Véspera.
-Vespa!?
-Vesga!!
-Vegan?
-Vega, Street Fighter!
-Que importa o caráter
da palavra, do traço ausente, do dígito aleatório
da rima hilária e do sentido nobre
se eu digo o que me cobre, e o que me sobra
dentre o discurso sem ponto da ponta do dedo
e do vagar hipócrita de minha própria ideologia
e, da diáspora a qual condeno o meu amor, filosofia
vá ter com tua vida, tua própria 'tarde demais', Cedo!
vá ser vão lá, que a noite, aqui, eu tenho perto e medo.
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