"Tenho muitas coisas p'ra esquecer
Entre elas você"
Bartender, 15 reais: quantas doses
De Vodka me arranjam um câncer?
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Tapeçaria ("3. Fig. A relva e as flores que cobrem um terreno.")
Respiro pela tua boca
Te visto logo cedo
Porque tô com frio
E já é dezembro
Inspiro a tua nuca d'uma vez
Cada vez, porque preciso
Compenso teu cacheado
Com cada pecado que eu penso, sem metáfora:
1 - Morrer pela tua boca
2 - Me afogar no teu colo
3 - Me banhar na tua barriga
4 - Me almoçar os teus piolhos
5 - Me sobremesa no sobre a cama (tapeçaria)
[Do pouco que resta deste último açoite]
O teu resto estendido me suplicando bom dia
O meu resto já oco sucumbindo à tua noite
Te visto logo cedo
Porque tô com frio
E já é dezembro
Inspiro a tua nuca d'uma vez
Cada vez, porque preciso
Compenso teu cacheado
Com cada pecado que eu penso, sem metáfora:
1 - Morrer pela tua boca
2 - Me afogar no teu colo
3 - Me banhar na tua barriga
4 - Me almoçar os teus piolhos
5 - Me sobremesa no sobre a cama (tapeçaria)
[Do pouco que resta deste último açoite]
O teu resto estendido me suplicando bom dia
O meu resto já oco sucumbindo à tua noite
ª6ª
A manhã, antes que ela acabe
Afague
À tarde, antes que o sol apague
Aguarde
A noite, além do teto, do céu, alarde
Atenção:
Agora o resto desta cidade quer viver
Ainda que n'um drama
Aos remendos da porcelana
A vida: este último dia de semana.
Afague
À tarde, antes que o sol apague
Aguarde
A noite, além do teto, do céu, alarde
Atenção:
Agora o resto desta cidade quer viver
Ainda que n'um drama
Aos remendos da porcelana
A vida: este último dia de semana.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Limão
Nem tenho medo do mundo
O mundo que me teme
O mundo que me tem
O mundo me teme porque ele é eu:
Sou eu o mundo, eu, na beira do horizonte, dobrando o firmamento, azul e lindo sou eu ali de braços cruzados n'encruzilhada pendendo na cruz a ponta da culpa caindo e quebrando feito gelo lá no fundo do copo da caipirinha. Com e sem sotaque gringo.
Mais 51, meu sinhô.
Mais um limão, por favor.
Vá um brinde à tanta sorte
E hipocrisia, meu penhor
De liberdade
Conquistado a traço forte.
O mundo que me teme
O mundo que me tem
O mundo me teme porque ele é eu:
Sou eu o mundo, eu, na beira do horizonte, dobrando o firmamento, azul e lindo sou eu ali de braços cruzados n'encruzilhada pendendo na cruz a ponta da culpa caindo e quebrando feito gelo lá no fundo do copo da caipirinha. Com e sem sotaque gringo.
Mais 51, meu sinhô.
Mais um limão, por favor.
Vá um brinde à tanta sorte
E hipocrisia, meu penhor
De liberdade
Conquistado a traço forte.
domingo, 16 de maio de 2010
O Que Há De Tão Errado
Em querer voar
Em querer forjar as asas p'ra fazê-lo
Em inclusive cortar a cartolina e o durex para colá-las às costas
E brincar de anjo ou Ícaro na beira dos adros
Em querer arar os céus e tão logo
Rir na cara de Horóscopos e Astros
P'ra então querer cair
Querer então cair no seu colo
Em querer desfazer que já está beiço
(Ok, cagadas que meu eu lírico fez)
Em querer disfarçar que te desconheço
Em querer desquerer que já quis
Em querer me irritar com as próprias metáforas
Em querer refazer o caminho da ida
Em querer mandar pro inferno o pós-moderno
Em querer me meter em sua vida
Em querer passar um dia inteiro só falando a verdade
Em querer apertar campainhas e sair correndo
Aos 23 anos de idade
Em querer aprender a tocar violoncelo
Em querer parar de comer carne e beber leite
(Talvez beber chás de cogumelo)
E parar de usar roupas de couro
Em querer viajar p'ros Emirados Árabes
Em querer aprender javanês
Em querer tatuar um vaso de cactus nas costas
Em querer fazer um daqueles piercing bridges
Com imã embutido p'ra pendurar óculos, daí
Em querer perder p'ra pagar a aposta
Só pra ter uma desculpa p'ra andar pelado por aí
Em querer cultivar bonsais de Acácias baianas
Em querer sair de casa pra se morar sozinho
(Ou debaixo da ponte)
Em querer inventar refrigerante de banana
Em querer ser Visconde
Em querer ser Sabugosa
Em querer me manter em sua vida
Em querer viver de tablado
Em querer chorar por uma película de Almodóvar
Em querer chorar em uma segunda-feira
Em querer chorar e ser consolado
Em querer chorar
Em querer uma orquestra de samba de Gafieira
Tocando na festa de seu casamento
Em querer jogar Super Mario
Em querer pintar o cabelo de verde ou roxo
Em querer ser picareta aos propícios momentos
Em querer rimar e só achar no dicionário
Um tal d'um peixe chamado "Sável"
Em querer dizer o que eu sinto
Por mais que o que sinta seja "hjkwerttyysytrtupiodsafgfj"
Impronunciável.
Em querer forjar as asas p'ra fazê-lo
Em inclusive cortar a cartolina e o durex para colá-las às costas
E brincar de anjo ou Ícaro na beira dos adros
Em querer arar os céus e tão logo
Rir na cara de Horóscopos e Astros
P'ra então querer cair
Querer então cair no seu colo
Em querer desfazer que já está beiço
(Ok, cagadas que meu eu lírico fez)
Em querer disfarçar que te desconheço
Em querer desquerer que já quis
Em querer me irritar com as próprias metáforas
Em querer refazer o caminho da ida
Em querer mandar pro inferno o pós-moderno
Em querer me meter em sua vida
Em querer passar um dia inteiro só falando a verdade
Em querer apertar campainhas e sair correndo
Aos 23 anos de idade
Em querer aprender a tocar violoncelo
Em querer parar de comer carne e beber leite
(Talvez beber chás de cogumelo)
E parar de usar roupas de couro
Em querer viajar p'ros Emirados Árabes
Em querer aprender javanês
Em querer tatuar um vaso de cactus nas costas
Em querer fazer um daqueles piercing bridges
Com imã embutido p'ra pendurar óculos, daí
Em querer perder p'ra pagar a aposta
Só pra ter uma desculpa p'ra andar pelado por aí
Em querer cultivar bonsais de Acácias baianas
Em querer sair de casa pra se morar sozinho
(Ou debaixo da ponte)
Em querer inventar refrigerante de banana
Em querer ser Visconde
Em querer ser Sabugosa
Em querer me manter em sua vida
Em querer viver de tablado
Em querer chorar por uma película de Almodóvar
Em querer chorar em uma segunda-feira
Em querer chorar e ser consolado
Em querer chorar
Em querer uma orquestra de samba de Gafieira
Tocando na festa de seu casamento
Em querer jogar Super Mario
Em querer pintar o cabelo de verde ou roxo
Em querer ser picareta aos propícios momentos
Em querer rimar e só achar no dicionário
Um tal d'um peixe chamado "Sável"
Em querer dizer o que eu sinto
Por mais que o que sinta seja "hjkwerttyysytrtupiodsafgfj"
Impronunciável.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Luz
Luz do sol
Sem lâmpada
Fotossíntese
Do samba
Luz que avista
É vista
Pr'a além dos mares
Faróis
Barras
Carnavais
Anos luz
Supernovas
Clarices
Cellphones
Pegos no Buraco Negro
Que que sobrou
Da tua luz?
P'ra onde vai
A luz da vela
Quando ela for
Apagá-la?
P'ra que tanta luz?
P'ra que tanta sombra?
Quem apaga a luz
Quando já estamos dormindo?
Quem deixa a luz acesa?
Quem vê a luz
Dos olhos que se fecham?
Sem lâmpada
Fotossíntese
Do samba
Luz que avista
É vista
Pr'a além dos mares
Faróis
Barras
Carnavais
Anos luz
Supernovas
Clarices
Cellphones
Pegos no Buraco Negro
Que que sobrou
Da tua luz?
P'ra onde vai
A luz da vela
Quando ela for
Apagá-la?
P'ra que tanta luz?
P'ra que tanta sombra?
Quem apaga a luz
Quando já estamos dormindo?
Quem deixa a luz acesa?
Quem vê a luz
Dos olhos que se fecham?
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Lilith
Quero a liberdade de desquerer o que devia querer
Quero minha palma da mão tocando a outra palma além da minha outra
Quero aplausos, mas das macieiras
Quero vento
Sem abanador.
Quero a saída mais fácil e hábil e táctil para o céu
Quero sem Deus, sem adeus, Edem ou prece
Quero você, Lilith, quero esquecer de rezar
Quero dormir a hora que eu quiser
Quero lençóis
E companhia.
Quero cansar e duvidar do cansaço ou do laço
Que ata os pés e consequentemente suas asas
Quero cantar pela boca e pelo corpo
Alto o bastante pra propagar no vácuo
O silêncio que é só meu
E seu
Quero ter a luz e a pressa escusa
Das estrelas.
Quero crianças correndo nesse quintal
Quero crianças cantando nesse quintal
Quero crianças
Quero ter um quintal
Quero a paz do caos de suas metrópolis
Quero trafégo, tráfico clandestino de amor
Quero que voltem a proibir o amor
Pra que possamos amar mais
E nos tornarmos viciados
Quero me esconder em outras tocas
Além da minha
Quero respirar por outras bocas
Além da minha
Quero você, Lilith, e esquecer de acreditar
Que quero um mundo melhor
Eu quero aprender a esperar.
Quero minha palma da mão tocando a outra palma além da minha outra
Quero aplausos, mas das macieiras
Quero vento
Sem abanador.
Quero a saída mais fácil e hábil e táctil para o céu
Quero sem Deus, sem adeus, Edem ou prece
Quero você, Lilith, quero esquecer de rezar
Quero dormir a hora que eu quiser
Quero lençóis
E companhia.
Quero cansar e duvidar do cansaço ou do laço
Que ata os pés e consequentemente suas asas
Quero cantar pela boca e pelo corpo
Alto o bastante pra propagar no vácuo
O silêncio que é só meu
E seu
Quero ter a luz e a pressa escusa
Das estrelas.
Quero crianças correndo nesse quintal
Quero crianças cantando nesse quintal
Quero crianças
Quero ter um quintal
Quero a paz do caos de suas metrópolis
Quero trafégo, tráfico clandestino de amor
Quero que voltem a proibir o amor
Pra que possamos amar mais
E nos tornarmos viciados
Quero me esconder em outras tocas
Além da minha
Quero respirar por outras bocas
Além da minha
Quero você, Lilith, e esquecer de acreditar
Que quero um mundo melhor
Eu quero aprender a esperar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Passaredo
O que passou
Passou
Passou de passo em passo
Até chegar
Do outro lado
O dia que passou
Como passeata
Foi como um exército
De passantes
Transeuntes
Jurando lutar
Pela causa nobre
Que passou do ponto
Quem fez sinal
Quem repassou o conto
Foi a verdade, nua
Morena, sorrindo
Esperando, grua
Me elevar também
Pro outro lado da lua
Mas s'eu passar pra lá
Me diz, se houver ninguém
Do outro lado da rua?
Passou
Passou de passo em passo
Até chegar
Do outro lado
O dia que passou
Como passeata
Foi como um exército
De passantes
Transeuntes
Jurando lutar
Pela causa nobre
Que passou do ponto
Quem fez sinal
Quem repassou o conto
Foi a verdade, nua
Morena, sorrindo
Esperando, grua
Me elevar também
Pro outro lado da lua
Mas s'eu passar pra lá
Me diz, se houver ninguém
Do outro lado da rua?
Dedicado à Mario Quintana.
domingo, 2 de maio de 2010
Sundae
Saudade pra ela é Vale a Pena Ver de Novo
Saudade pra ela é Corujão
De madrugada
Com potes de sorvete numa sexta à noite
Raiva pra ela é uma passeata
De movimento do MST
Interditando a Avenida Paulista
Raiva pra ela é chegar tarde em casa
É molhar a chapinha
Amor pra ela é domingo à tarde
Domingo no Parque?
Domingo no Shopping
Shopping é Shopping em qualquer lugar
Aeroportos também, já disse
Aeromoças são iguais
Amor é poster
Amor é férias
Amor é Londres
Amor é quase
Amor é tendência
Mas amor não é tendência
Amor pra ela é deixar recado
E deixar em branco.
Saudade pra ela é Corujão
De madrugada
Com potes de sorvete numa sexta à noite
Raiva pra ela é uma passeata
De movimento do MST
Interditando a Avenida Paulista
Raiva pra ela é chegar tarde em casa
É molhar a chapinha
Amor pra ela é domingo à tarde
Domingo no Parque?
Domingo no Shopping
Shopping é Shopping em qualquer lugar
Aeroportos também, já disse
Aeromoças são iguais
Amor é poster
Amor é férias
Amor é Londres
Amor é quase
Amor é tendência
Mas amor não é tendência
Amor pra ela é deixar recado
E deixar em branco.
Nosso
Meu nome está na boca de qualquer pessoa
Porque eu gosto de ouvir qualquer voz
E qualquer não é qualquer
Por ser qualquer
Mas por ser você
E o mundo inteiro
Meu nome está sobrando
Aqui dentro desta frase
Se a chuva que cai
Me envolve em drama
Se a tarde que é tarde
É tarde porque não quer mais
Porque mais é menos
Menos você
Que mais ou menos
Sempre há de somar
Meu nome e o seu, o nosso e a doçura
De dois desenhos animados Disney
Passando na Sessão da Tarde
Saindo pra jogar bola
No parque do prédio
Antes do jogo da Seleção
A inocência
Trocando figurinhas da Copa do Mundo
Contra a bipolaridade
Existencialista
Discutindo economia na mesa do bar
E o excesso de drama
Que a falta de amor e chocolate
Sem trama
Encena.
Porque eu gosto de ouvir qualquer voz
E qualquer não é qualquer
Por ser qualquer
Mas por ser você
E o mundo inteiro
Meu nome está sobrando
Aqui dentro desta frase
Se a chuva que cai
Me envolve em drama
Se a tarde que é tarde
É tarde porque não quer mais
Porque mais é menos
Menos você
Que mais ou menos
Sempre há de somar
Meu nome e o seu, o nosso e a doçura
De dois desenhos animados Disney
Passando na Sessão da Tarde
Saindo pra jogar bola
No parque do prédio
Antes do jogo da Seleção
A inocência
Trocando figurinhas da Copa do Mundo
Contra a bipolaridade
Existencialista
Discutindo economia na mesa do bar
E o excesso de drama
Que a falta de amor e chocolate
Sem trama
Encena.
Terça Menor Diminuta (Ainda É Terça)
É que hoje cedo acordei mais cedo
Por ter me dado um sonho tão angustiante
Terremotos, pais chorando, terças-feiras
A Ouvidor já teve samba às terças-feiras?
A Ouvidor já teve samba às terças-feiras
Na Conceição, compradores de ouro
Oferecem à cura para amores perdidos
Amantes frescas
A SAARA é mesmo um deserto
É mesmo um deserto aos Domingos
E as vendedoras das lojas de atacado
Se chocam e se espasmam
O Rio Amazonas agora pega atalho
No de Janeiro
As aguas de Março agora agendam pouso em Abril
E a Lapa, A Lapa, A Lapa
E a Lapa, A Lapa, Ah lá, pai, A Lapa
Com seus gringos, travestis, empresários aposentados
E universitários clamando ajuda porque ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça, ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça, ainda é terça
E tal da cidade maravilhosa
Com seus taxistas, PM's e funcionários públicos
Clamando misericórdia porque ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça...
Mas os mendigos na Candelária
Todos eles me parecem muito bem.
Por ter me dado um sonho tão angustiante
Terremotos, pais chorando, terças-feiras
A Ouvidor já teve samba às terças-feiras?
A Ouvidor já teve samba às terças-feiras
Na Conceição, compradores de ouro
Oferecem à cura para amores perdidos
Amantes frescas
A SAARA é mesmo um deserto
É mesmo um deserto aos Domingos
E as vendedoras das lojas de atacado
Se chocam e se espasmam
O Rio Amazonas agora pega atalho
No de Janeiro
As aguas de Março agora agendam pouso em Abril
E a Lapa, A Lapa, A Lapa
E a Lapa, A Lapa, Ah lá, pai, A Lapa
Com seus gringos, travestis, empresários aposentados
E universitários clamando ajuda porque ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça, ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça, ainda é terça
E tal da cidade maravilhosa
Com seus taxistas, PM's e funcionários públicos
Clamando misericórdia porque ainda é terça
Ainda é terça, ainda é terça...
Mas os mendigos na Candelária
Todos eles me parecem muito bem.
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