Alimentava meus demônios com ração industrial. Carboidratos, cigarros, versos de canções com milhões de views no YouTube. Tanta composição química me morreria de cansaço no final da vida. Mas já alimentei meus demônios com minha carne humana. Suculenta, devoravam-na aos finais de semana. Enquanto explodiam edifícios gentrificados para gentrificá-los ainda mais. Pra não morrer de tédio antes do final da vida, até porque depois seria difícil, fui vender minha arte na selva, e admito ter encontrado razoável recepção dentre jaguatiricas e corretores imobiliários.
Hoje em dia alimento meus demônios com uma bomba nuclear. Que pulsa e explode dentro da gente, dentro do mar. Destruindo qualquer verdade aos rasgos com a mesma energia que uma criança dilacera uma embalagem de presente numa manhã de Natal. Aqui humildemente imploro qualquer pedaço de ti, pois necessito. Até ante-ontem eu morreria de amor no final da vida. E essa era a pior das hipóteses.
Hoje em dia alimento meus demônios com uma bomba nuclear. Que pulsa e explode dentro da gente, dentro do mar. Destruindo qualquer verdade aos rasgos com a mesma energia que uma criança dilacera uma embalagem de presente numa manhã de Natal. Aqui humildemente imploro qualquer pedaço de ti, pois necessito. Até ante-ontem eu morreria de amor no final da vida. E essa era a pior das hipóteses.
