O gosto de mim na minha boca
quando toco você com minha fome
que sinto
em qualquer canto
por qualquer arte
Moderna ou Barroca
do eu, do dela, o céu da sua Terra inteira
E do meu Senhor do Bonfim
Apenas satisfaz quem espia aquele que saboreia, e faz,
Da ladeira que subo, as pedras coloniais
Do Portugal que ainda me vive
E do seu céu, da boca, eu desço levando
Essa saudade cansada, mas de febre, e reencontro
Acordes em ferrugens ecoando da poeira
E cadarços amarelecidos no armário, desarramados
Porque nada jamais faria abalar, abafar
Nova, essa saudade tiroteia e descalça
Que há de teimar em calçar o pneu e bater a lata.
Às vezes, só às vezes, ressalto
Enojo o gosto de mim na minha boca
quando me toco com cada fome
que sinto e oro, e ore, por favor
por qualquer canto de mim
em qualquer Sinagoga
Terreiro
Roda punk
Templo budista ou
Concerto roqueiro
Mesmo diante de alguma imponente gigante
Assembléia quadrangular
Do centro da periferia
O grito dublado
Da Zona Sul e central
Amazon importado
Destas capitais à beira mar
E continental
Este Brasil-lá-fora
A sessão da tarde
Reza e adora.
E cada vez que volto do Velho Continente
Desço do céu que lhe pintaram no chão
emoldurado de suas cozinhas levando comigo
A Lua que São Jorge me emprestou
Depois da última boate do Rio Vermelho
Afastando-a, mas só um pouco
Do Cruzeiro do Sul a manhã que se seguiu
Lapa alternativa a malandragem dois mil
Para ver se cessa de vez a maresia
Este desespero salgado de praia
Que não mata, mas revive, realça
A sede e o gosto por viver
Nos mares do Trópico
Mas, que quando vê a cidade acinzentar-se
E anoitecer-se.
E petrificar-se na distância de além Noronha.
É este gosto.
Ao qual pergunto: "Por que entristece
Todas as coisas da vida que tem seu lado bom
Mesmo a morte?
Se todas as coisas da vida tem seu lado bom
Até a morte."
Às vezes detesto o gosto de mim na sua boca
quando lhe toco com tanta fome
que sinto de hora e ora
em qualquer canto de mim
por qualquer parte do país, principalmente São Paulo.
domingo, 31 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O Turista
Janeiro ia se dissolver antes
que janeiro
que vem aportasse porta adentro
Casa afora, quarto afora
Tudo pra agora, na hora
na mão.
Janeiro ia se dissolver num copo de café
Bilhetes amassados escritos e os lidos
Umedecidos pelo suor do copo que se assenta e pelo suor dos corpos
Que se esquecem enquanto dentro de si
(mas sempre lá fora anyways)
Esses risos e esperanças de one night only
Que deixamos no bolso de trás da calça
Que botamos pra lavar, deus! dels!!
Porém, sem gringo, sem grunge
O Fevereiro desse ano não tem carnaval
Quem tem sou Eu.
que janeiro
que vem aportasse porta adentro
Casa afora, quarto afora
Tudo pra agora, na hora
na mão.
Janeiro ia se dissolver num copo de café
Bilhetes amassados escritos e os lidos
Umedecidos pelo suor do copo que se assenta e pelo suor dos corpos
Que se esquecem enquanto dentro de si
(mas sempre lá fora anyways)
Esses risos e esperanças de one night only
Que deixamos no bolso de trás da calça
Que botamos pra lavar, deus! dels!!
Porém, sem gringo, sem grunge
O Fevereiro desse ano não tem carnaval
Quem tem sou Eu.
domingo, 10 de janeiro de 2010
20 Min
Que me atrai é paz
que me trai é medo é pressa é sono
que me faz é fome mas só me
satisfaz amor gentil e tempo, e tempo?
Rá, ene, á, ó, til! faz tempo!
Faz sala e quarto pra mim!
Esquece mais esses artigos
de versos gringos sobre Paris
que tu pariste, nem indefine
nem define que eu te peço
declara guerra, vista branco
quebra trégua, traz e volta paz
Dentro de vinte minutos mais.
que me trai é medo é pressa é sono
que me faz é fome mas só me
satisfaz amor gentil e tempo, e tempo?
Rá, ene, á, ó, til! faz tempo!
Faz sala e quarto pra mim!
Esquece mais esses artigos
de versos gringos sobre Paris
que tu pariste, nem indefine
nem define que eu te peço
declara guerra, vista branco
quebra trégua, traz e volta paz
Dentro de vinte minutos mais.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Eu juro, quando eu tenho pressa
é pra estar estar mais perto, e se chove lá fora
é porque era pra você estar aqui
e se eu minto é porque se acabaram os lenços
é porque os travesseiros estão no sol pra secar
e se uma bala perdida me encontra
é porque eu estava fora, até tarde
pra te encontrar, pra encontrar a desculpa perfeita
pra tanto desencontro e para
fazer você nevar em Janeiro, no Rio e para
você acreditar agora enfim no que eu tento dizer.
é pra estar estar mais perto, e se chove lá fora
é porque era pra você estar aqui
e se eu minto é porque se acabaram os lenços
é porque os travesseiros estão no sol pra secar
e se uma bala perdida me encontra
é porque eu estava fora, até tarde
pra te encontrar, pra encontrar a desculpa perfeita
pra tanto desencontro e para
fazer você nevar em Janeiro, no Rio e para
você acreditar agora enfim no que eu tento dizer.
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