O meu ato é de amor cuja natureza liquefeita
Toma variada forma se em métrica ou na prosa o expresso
Do amor característico do ato meu o amplifico para fins de urgência
Ou o aquieto, silencioso, estagnando-o na dimensão espacial que se circunscreve dentro do perímetro dado por você durante nosso último encontro
Contudo, hoje, neste dado momento, violo o acordado anteriormente. Portanto,
Aqui, e me permita a insistência descritiva: Do que derrama, vide a amplitude da palavra escrita ser insuficiente, este sentimento meu que eu tento e falho em descrever, embora crível, transborda e toma sua forma imprevisível:
(A ordem das coisas importa menos, pois todos os eventos a seguir ocorrem concomitantemente:)
Temos, Esta consciência íntima:
Se adapta à erosão dos solos, azulejos, paralelepípedos,
À depressão dos vales, repletos de vida vegetal, animal, mineral.
Minerais não tão vivos, mas que por esta faculdade de compreender se tornam repletos de significantes;
Se acomoda às curvas do corpo,
preferencialmente deitado,
Se adapta exato à cada uma cicatriz nossa,
À cada memória de dente cravado,
Às sombras dos pelos,
Às marcas de vacina;
E se a gravidade dos fatos
da Terra, minto,
for suficientemente leve,
O meu amor transbordado se espalha em gotas de variados volumes e formas pelo ar
Formando soluções químicas ainda desconhecidas com os demais amores transbordados em menores e maiores graus de quantidade e subjetividade; todos pois pairando nesta mesma atmosfera e arrastados para outras partes.
Meu ato é um ato de coragem por ser explícito em sua limitação original.
Expresso ato, de fato, nesta superfície material ou digital.
Valente e estrebuchado porque consciente!
Da curta imensidão que se propõe, única e simplesmente.
Por fim, eu, o eu lírico prolixo cujas escolhas resultam em rotas engarrafadas,
Advirto: Qualquer atrito me é intencional.
Recomendo: Quase qualquer vontade acidental.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
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