Teus dias caíam do teto
teus pedaços te confundiam com o azulejo do chão
marrom, bege e cacau, e se chovia
eu te secava no meu avental, também e
a carta rasgada que remendei e esqueci
ainda está naquela gaveta, com os clichês e as juras
que bem me lembro e se tu quiseres tentar... me avisa
fala logo que eu ponho um chá no fogo
e falo mais... me deixa, a porta ali tá
meio aberta ainda... me deixa, vou lá fechar
que o gato entra, que esfria cedo, agora
nessa casa só há coberta pra um...
...Ah, só sobrou uma cadeira
fica de pé, por favor, que cansada estou eu
e trata, anda, trata de bater e trincar a portão
e sair em silêncio noite afora comigo aqui
nas preces que teu colo me nina antes de dormir
no adeus que me escreves e que eu ainda não li.
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Buu!
ResponderExcluirQuanto tempo não venho aqui!
Me deu uma alegria ter conseguido ler de uma vez, sem ter que parar para analisar =P
;*