quarta-feira, 24 de março de 2010

Agosto

E você se me escancara a porta
A mentira sai, e eu também
E mais ninguém vai saber
Quem é quem
E você se me bebe o copo
De vez, se engasga o peito
E a cabeça o troço na garganta
E vá saber depois do que adianta
Você me sair pela janela
E se voando se estatela
No céu, e se a santa chuva, aquela
Que cai diante de mim for só tela, vaidade
TV, mas se for você, por algum Agosto
Estando diante de verdade da verdade, me diz
Como ei de te limpar de meu rosto?

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