sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"The"

De samba, de feriado, de raiva, de pressa
De juntar e misturar, de se esquivar
De abraçar, de apertar, de sufocar
De desfazer, de se jogar da ponte
De se fazer de ponte, de se ligar
De ligar de madrugada, de perguntar como se está
De cair de parapente no meio da Avenida
De virar notícia de jornal, de cair o dente
De cair o queixo, de cair de parapente
No meio do colo dela
De juntar e misturar as mãos
E fazê-las de uma concha só
De tarde, que já está chegando a noite
De noite, que já está virando a tarde
E nada pelas manhãs, porque as manhãs são só minhas
Livros abertos, nada de livros abertos
Nada de livros fechados, nada de nadar
Só histórias pra contar, de rede pra balançar
De rede pra lembrar da Bahia
Livros abertos sim, e digo mais
Digo nada de pressa, de samba, de raiva
Digo, de samba sim, nada de chuva, nada de choro
Digo, de chuva sim, nada de choro, nada de tarde
Digo, de choro sim, porque é preciso chorar também:
A música, a mágoa
Nada de ir, nada de rir, de manhã, sim, digo
Tudo de ir, porque é preciso partir alguma hora
Mas faz de conto, faz de conta
Abre os olhos, fecha a boca
digo... você entendeu, não entendeu?
Não me sacrifica.



Nenhum comentário:

Postar um comentário