Vou reciclar meu lixo
Na estação Cidade Nova
Vou pra Ipanema, Leblon
Pro Posto Nove
Inspirar meu verso e prosa
Eu vou mentir, que minto
E sinto orgulho dessa cidade
Tirar foto pro cartão postal
Beber na Lapa
Esbanjar minha mocidade
Mas esse Rio, quem tem?
(Que vem, nenem)
Quem ri de tanta felicidade
Nem vem que não tem
No fundo ou raso
Essa tal modernidade
Já vão quase 500 anos
De luta, amor, suor
E procrastinação
E aquela tal muralha
Não é mais de pedra
É de cimento e papelão
Já fui turista, já fui plebeu
E, Carioca
minha independência já quis declarar
Eu rio, eu suo, e faço coro
Pois, não nego
A vida samba aqui em qualquer lugar
Mas cansei de beiço
E Rede Globo
Quero ver essa cidade sair do papel
O Baile Funk, o morro todo
Com voz no peito e peito aberto
Apontando pro céu
E esse grito (por hora) me satisfaz:
Não bebo sangue, eu bebo paz
Não bebo sangue, eu bebo paz
A paz do livro (e não) da propaganda
Carmen Miranda aqui não jaz
Não basta o samba, eu quero mais
Não bebo sangue, eu bebo paz.

Acho que ainda vou preferir o silêncio do texto hahahaha
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