quarta-feira, 18 de maio de 2011

De quem é a voz que me acorda da noite no meio do susto
De quem são as mãos a me empurrar pra fora da cama
E de quem é esse monstro que estava dormindo debaixo de mim?
Quem diz que o que mais fácil se corta é o silêncio, nunca esteve neste quarto
Nunca esteve deste ou d'outro lado da linha
Tampouco se constrangeu pela cruel indiferença do telefone que não toca mais:

Quem calou esse olhar fui eu
Quem calou esse abraço também fui eu
Mas de quem é o grito que me acorda antes da hora de sonhar?
De quem são os braços que me amputam as janelas
De quem é a chuva que entra sem ser chamada
por cada fresta que se permite:
Cada fresta dessa casa que não é só minha.



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