Há sempre o perigo de se querer demais o que jamais se quis, de se respirar com a boca aberta e engolir um elefante alado. Há sempre risco ao assumir riscos, ao rimar amor e dor. Há sempre um risco na parede se você a risca de giz de cera. Há sempre um risco de cicatriz na face que se passa faca, se se passa com força. Se lhe for conveniente, há uma corda no banheiro, e você pode se enforcar, e a banheira já está cheia d'água, há remédios pesados para se fazer dormir na primeira gaveta à sua esquerda da cômoda da sala. Mas há sempre o perigo do teto cair, de lhe dar dor de barriga, do telefone ou da campainha tocar, e você se levantar ensanguentado para atender, e, então, haverá o maior perigo de todos: o entregador pode ter esquecido o troco pra pizza.
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