terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Por Vento e Lá Fora
Vivendo pela metade. Metade do corpo pra fora do carro. Hoje que é quarta veio a sexta que vem avisar que já chegou. A chuva chuviscando comunica que já secou. A terra molhada diz 'nem tanto'. O retrovisor retoca o Sol se pondo. Suas unhas feitas mais verdes que rosadas que riscam as costas. Quando o Gado que dorme na beira da estrada ri com o riso certo, salta o penhasco e alça voo. Metade da vida fica aqui dentro. A outra lá fora. Você nublada, puxa o freio. Branca como a noite de horário de verão. Meia vida aqui fora. Meia aí dentro. Derrete o amor tatuado de chuva na janela e vai embora. A tempestade que vem pedindo abrigo. Parece que foi ontem que era domingo passado. Da próxima vez evitamos desastre e levamos o lar na bagagem. Meu amor que adora números: engata a marcha que aqui é 100 por hora. No rádio toca uma música brega sobre espaçonaves. O carro bate-bate, mas quem se machuca é o vento. Os pés pra fora, todo resto aqui dentro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário