Acho bonitas essas coisas pelo caos que fazem só que é preciso cuidado. É preciso precisar um pouco menos dada a certeza do abraço. É preciso parar de dar pitaco e quão cedo sua boca parar de dar afta poderás gargalhar novamente. E quão cedo a saliva livre de DSTs secar esta livre estará de judiar a si o céu. Judiaria também querer mal de um ciso entalado. Quereria mal querer um mau fim aos mal amados por mais que estes o torturem-anistiem e demitam. Acorda o pesadelo e joga da cama com a sorte de acordar na hora o trabalho. Tropeça o violão com a mulher e percebe ela linda de qualquer jeito. Um recado dado ao passado e logo cedo de casa haveria um vão dentre o copo de café e o pedaço de pão em margarina. A esposa que cheira o pescoço e cheira alfazema e logo logo será a década de 90. Embrulho o azul antes que nuble e ponho na pasta que o escritório fica lá do outro lado e a cidade acaba antes. Chegando eu chego e grito Sol quando tem quem grite estrelas mais distantes. Que guerra terá declarada quem respira e sopra um tejo quando neste estabelecimento sequer o gerente sabe o que é um tejo. Embrulho umas frutas o horário de almoço e carrego meia dúzia e meia de paçoca para as crianças e compro sete pois uma é minha. Reclama aqui a tarde tá mais clara que é horário de verão saímos pois amanhã terá trabalho mais que hoje. A bola amarela se põe pro lado de casa dizendo as horas lembrando porém que sexta tem cerveja e parque novo na praça. Tal da roda gigante é novidade aqui e em casa a menina e o menino pulam no colo pra agradecerem o doce que vão querer bem feliz o final de semana que vem chegando. Algodão doce é da minha época e mesmo eu quererei um pedaço. A esposa que cheira além beija novo: de novidade tem um golpe militar indo pra tal democracia; tem o tal do roquênrol, também falou de guerra fria; tem computador potente, tem uma nova doença na tevê; e ri de alto porque escreveu com cuidado as palavras assim afim de que rimassem pra mim. Do riso isso importa menos que o que vou te fazer e o que eu te fiz pois de leite eu fiz pudim. Aponta a gente o norte e dorme outra noite.
Acho bonitas essas coisas que se espalham no chão e no ar deixando o dia bom. Só é preciso voar amar de vez pra frente que de ré já basta o acorde.
domingo, 21 de outubro de 2012
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