Havia perdido um lago
um lago de sal e terra
havia perdido um riso
uma dança
um feriado
e uma mão
sem pedras.
Um rio, sem metáfora, um rio
cortava minha casa
e além da ribeira
do banho
e da sede
havia também
Quem bebesse.
Sem se esconder da luz ou manhã
nem disfarçar abraço em promessa
havia uma cidade ensaiada
naquela casa
esperando a tarde passar.
Agora à noite
sem metáfora, estanque
um rio de saudade escorre dos seus olhos
e seca.

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