"Diz que o céu tá verde, os cachos brancos, luar castanho
Que a água é raza, a conta atrasa, o cedo estranho
Afoga, engasga, bebe, tosse o comprimido
Abriga, aponta, fere, cuida, ontem à sós, domingo
Ainda a minha ré bemol como seu dó sustenido
Pena que piedade é peso e a paz um vinco
Troquei a caligrafia e a lapiseira zero cinco
Só que assim, bem digitado, não te faz diferença
Acendo um incenso, lembrei agora que hoje é terça
Qualquer dias desses nós vamos salvar o mundo
E se o problema é esse, é melhor mudar de assunto
(...)
Saltar de paraquedas, descolar as nossas juntas
Que qualquer dia esse quarto vai deixar de ser um canto
Qualquer dia o dia vem e verde o seu o meu balanço
Almoçar, ralar na escada, esconderijo o seu terraço
Mas se o problema é meu, muda a marca do seu queijo
Quebra prato, lua, perde até o vão da minha chave
Me pede goiabada, lambe o beiço e ri que eu vejo
O buraco do sofá que esconde a vida sem verdade
Acaba a boca, vou ser sincero, me ser defunto
Qualquer dia desses nós vamos mudar de assunto
E se o problema é esse, vamos só salvar o mundo."
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
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