A conta atrasada
Manhã atrasada
Eu vivo de sombra
Que me cortem a luz
Decoro os escombros
Com as mãos, breu azul
Perfumei de pólvora
Que sê contra a regra
Cansei de esperar
O mundo acabar
Acabou o fósforo
Acabou a paz
A bolha de pus
Dourada na testa
Cansado do ódio
E de reagir
Queria um poema
Escrevo um dilema
Eu quase não imploro
Eu quase não insisto
Vê aquele caderno
Com o Hino no verso?
Acabaram as folhas
Fogueira passada
Quero outra canção
Quero outra bandeira
Preciso demais
De mais desespero
Eu quase não insisto
Eu quase não imploro
Quase não repito
As mesmas palavras
Gravadas em verso
Te odeio, te amo
Me deixa rugir
Bem quieto em meu canto
Quem ia acordar
Se isso fosse um canto?
sábado, 22 de agosto de 2015
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