Desesperad-
Com um pedaço da minha voz na mão
Com um pedaço da calçada no bolso
Jogando o conforto das Casas
À palavra quente
Das Ruas
Censurada-
Pelo silêncio isento
Que não faz coro
Que não fica rouco
Que não aplaude
Que não incomoda os vizinhos
Que não geme nem goza
Com sua asa enclausurada
Redundante e emudecida
Com a verdade acossada,
Se calada, consentida
Cavalgadas
Aos pés descalços
Com um pedaço do chão no rosto
Com o caminho escorrendo às vistas:
"Cala boca já morreu
Ninguém manda na minha boca
Nem Deus."
domingo, 25 de maio de 2014
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