Carioca se acha bicho safo. E em geral é mesmo, porque sempre tem resposta na ponta da língua pra tudo. Parece regra de seleção natural pra sobreviver nessa cidade. Tu tá comprando um amendoim esperando o sinal abrir, dá uma nota de dois, recebe um real de troco, já aparece alguém de trás do poste pra pedir o dinheiro, provavelmente em sociedade com o moço do amendoim. O reflexo cultural é dizer: "Pô, broder, é pra inteirar a passagem..."
Por isso dos moços da Unicef que ficam espalhados pelas ruas do Centro eu só corro: são cariocas profissionais. No dia que parar pra conversar na certa vai dar Serasa. Mas me amarro de ver quando essa cariocada esbarra com outra gente ainda mais trabalhada na arte da carioquice. Chega o pedinte: "Me vê um trocado aí, colega." Resposta: "Só tenho cartão, cara." Tréplica: "Mas a gente agora tem a maquininha de cartão também. Débito ou crédito?"
Por isso dos moços da Unicef que ficam espalhados pelas ruas do Centro eu só corro: são cariocas profissionais. No dia que parar pra conversar na certa vai dar Serasa. Mas me amarro de ver quando essa cariocada esbarra com outra gente ainda mais trabalhada na arte da carioquice. Chega o pedinte: "Me vê um trocado aí, colega." Resposta: "Só tenho cartão, cara." Tréplica: "Mas a gente agora tem a maquininha de cartão também. Débito ou crédito?"

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