Canções são como gatos de rua
Não adianta correr pra abraçar
Menos ainda agarrar pelo rabo
Que ambos nos contra-atacam
Retalhando
Solução?
Resta sentar, esperar
Beber seus tragos
Até elas virem nos cheirar os pés
Roçar nas pernas
E, talvez, sentar no colo
Nunca nossos, nunca nossas
Mas da rua, soltos
Ninguém é de ninguém
Nem as canções
Muito menos os gatos
Ainda mais aqueles
E aquelas
Do centro da cidade.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
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