domingo, 26 de maio de 2013

Cicatriz

Se eu não posso falar sobre você agora
Então quando?
Se não faz bem te desejar mal assim
Então como?
Se não te como, não te durmo, não te ponho na cama
Não te cubro, não te sou travesseiro
Se não te sei mais o nome

Foi quando você se tornou meu vício
Não é amor, repito, é vício
Que se assusta se astronomia
Que me prega astrologia
Que me promete antropofagia
Que eu reconheço de banda, mais ou menos
Que eu lembro assim pelo cheiro
Que entra na sala e pergunta que música é essa
Que me deixou de lembrança uns pelos,
E a pressa.

(Febre que é febre se toma quente
Medo que é medo dá de repente
E por que não posso te tirar a pele agora
Se te é conveniente.)

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