E são tantas canções pr'essas bandas da vida
Que eu me perco e atrapalho pro que te cantar
E na rádio não tem ninguém falando a língua
Que sua avó e a TV me ensinaram a falar
Nesse mesmo idioma que eu te disse eu te amo
Te escrevo uma Valsa, bem brega, falando:
Do seu novo medo de aprender a voar
De cair, se ralar, encravar suas unhas
Dessa vontade besta de fazer sentido
Sasafa, tapampãm de ser compreendido
E esse medo tão besta de se apaixonar
Mesmo meio sem braço, sem perna, sem baço
N'Avenida Brasil, num acidente de trânsito
E perder, logo agora, o seu celular
E perder, logo o nome, e o telefone
De toda galera e sua nova paquera:
E esquecer de repente de como é a cara dela
E pensar que você que quebrou o seu carro
Quando resolveu, Deus, não ligar a seta
E perceber, de repente, que lhe falta um dente
Mas tudinho dá certo pros recém casados
Embora vocês nem se tenham beijado
E pensar que já que não se lembra do rosto
Bem que ela podia se parecer bem
Com aquela atriz, da Nouvelle Vague
Que 'cê queria comer, se engasgar e morrer:
E esse medo, já besta, well, não se equivale
Que o seu medo mais besta de comida à kilo
Essa história já deu, não faz nenhum sentido
Sua vontade louca de ter outro corpo
Já passa, sossega, toma um banho frio
Vai, come um sorvete e tira um cochilo.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
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