caiu me concreto nos ombros
terremotos no estômago
e açúcares pela minha nuca
acordei com um edifício nas costas
com uma marreta nos cotovelos
com uma rodovia nos calcanhares
com seus cabelos no pescoço
minhas vias públicas interditadas
o legítimo protesto por sua distância me saiu no grito
e amanheceu sorriso feito a alvorada

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