sexta-feira, 27 de março de 2015

Carta aberta sobre porque o meu amor devia perder o medo de cães e gatos

Primeiramente, cães e gatos não te odeiam a priori porque você coça o nariz de forma inusitada ou porque parece se distrair por qualquer coisa ou porque você come carne ou porque tem uma certa simpatia pela República de Cuba. Nenhum dos dois vai te chamar de feminazi.

Cães e gatos não te colocam propositalmente no SERASA, exceto quando acidentalmente urinam no seu notebook ou dilaceram sua melhor roupa de trabalho. Cães e gatos não te demitem caso você peça aumento (de carinho) ou caso você se atrase a voltar pra casa, nem fazem ameaças a não ser que você esteja pulando o muro deles de madrugada.

Pelo faro, os cães sabem exatamente tudo o que você bebeu, comeu, sabem até que você engordou, que você tem uma pedra no rim, que você fumou, que você tem uma mancha de cimento fresco na barra de trás do seu vestido, mas vão comentar sempre só o mais relevante de tudo: que amam você. Não dá pra saber exatamente o que os gatos sabem porque eles são meio na deles, o que também tem suas vantagens.

Cães não irão passar por você na rua sem te cumprimentar caso te conheçam. Gatos poderão até não te dar bom dia caso estejam sem fome mas tenha certeza que não é por birra pessoal mas porque o banho de saliva está ininterrompível de bom. Ambos não farão fofocas a seu respeito e acho que isso por si só já vale a tentativa. 

Gatos te fazem companhia no banheiro dando apoio moral e torcida enquanto você faz sei lá o que você estiver fazendo. Cães são bons de papo. O ronrono de um bichano ao pé do ouvido é mais quente que muito abraço. Um cão pode te compreender melhor do que eu ou outros humanos jamais compreenderiam. 

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