domingo, 22 de março de 2015

Micropoesia para Dispositivos Móveis: Doze

Quanto tempo falta
Quanto tempo faz
Pr'eu contemplar teus pensamentos nus
E teu nome beliscar de dentro da minha cabeça?

Quando o tempo mata
Quanto tempo mais
Pr'eu dividir este meu corpo contigo
E a dor aliviar ao te ouvir cheirar minha nuca?

Quantas estações nos distanciaremos?
Quantos presságios terei que desmentir?
Por que tu não cabes na minha cidade?

Quando o tempo arde
Quanto tempo faz
Enterneço e te espero tal qual ou mais selvagem
Rumores que tu és filha
da mãe
de toda tempestade.

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