e o Sol que não acaba
e o Verão que não se põe
e o Cigarro que não mata
e a Verdade que não científica
o Interesse que não condena
o Silêncio closed caption
a Gravidade que não física
e o Tumor que não vacina
e a Pochete que não fashion
e a Distância que não esquina
e o Teto que não queda
e a Caneca que não quebra
e o Bueiro que não da Light
e a Bossa que tão brega
e a Dança que não dança
e o Chá que não é mate
e a Cachaça que não fura
e a Trova que não rima
e a Cadeira que deitada
e o Teto que no céu
e a Metade que minguante
e a Cidade que não brilha
e o Cartão que só Sodexo
e a Risada que não cura
e a Letícia que não canta
e o Fernando que não masturba
e a Mães que são tão filhas
em discursos tão sem nexo
e a Mão que não asfixia
e o Não que não é não
Só quando afagia
a Poesia que não fode
o Sol que não se explode
a Reza que não credo
a Verdade que não mata
o Cigarro que não cala
o Verão que não veneno
a Dança que não samba
Métrica que não dodecassílaba
Academia que não gradua
Letícia não me cura
Paixão que não é cínica
Consignado que de Deus
gente Rica que não se Estrêla
Tumor que não punheta
Abraço e cheiro quase seus
Leite maltado, a Piraquê
Bueiro que não céu
Ti prego aspettami perché
seu Lar que não se põe que não se cala me canta rima enverga e queda;
Creio agora remota a imagem:
Creio em Alquimia e almas gêmeas
Creio me em Libras traduzido, fácil
Creio me óbvio como clara e gema.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
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