Quando chega o verão
O dia extende no quintal
Afim de piquenique, afim de Marijuana
De marquise, genital
De pedra quente logo cedo
E das cutias no campo de Santana
Quando chega o verão
Quase tal como a Primavera
O verso se inspira de azul e pede esmola
Em Jacaré ou Madureira
Ipanema ou Laranjeiras
E até parece que saudade traduzida tem cheiro de cola
Já Dezembro e Janeiro
Por culpa de Deus
Parece três da tarde em plenas quatro
O samba nos dedos do pé
Cheio de cachaça com café
Quente; quase no anonimato
A prefeitura deixa o suco de côco mais caro
Porque o Verão chegou
E a cidade está aberta pra turismo
Quando os gringo chega
Chega junto o eufemismo
A paz joga bolinha no sinal
Suínga e pega esmola
Aceita até cartão de débito agora
Sobe a favela e pede voto
E se os gringo rala peito
40 graus do Inferno esse calor
Governador
Rala nada
Rala a gente
Fode, mente
Haja ventilador.
domingo, 2 de dezembro de 2012
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