─ Que que foi isso?
─ O quê?
─ Esse vulto amarelo que passou pela minha cabeça?
─ Ah, deve ter sido uma das minhas calopsitas. Ou foi a Dani, ou foi o Jão
─ Você deixa suas calopsitas soltas assim?
─ Não tão soltas, tem grades na janela
─ Ainda assim, deixa elas soltas no seu apartamento assim? E se o cachorro pegar?
─ Ah, o Feijão? Ele adora elas, só ia brincar. Faz nada
─ E se elas cagarem pelos cômodos?
─ Eu limpo. Mas elas costumam fazer as necessidades naquela área da cozinha ali. Perto da comida
─ Por que você deixa elas soltas assim?
─ Por que as deixaria presas?
─ Elas estão presas aqui de qualquer jeito
─ Era isso ou passar todos os anos da vida delas naquela gaiola suja do aviário, no petshop que tinha aqui perto. 2 meses depois ele fechou, aliás, então iam doá-las de qualquer jeito
─ Mas..
─ E não daria pra soltá-las na Floresta da Tijuca porque a maior probabilidade é de que não iam se adaptar
─ É estranho mas faz sentido
─ Só um pouco
─ Me arruma um copo d'água?
─ Claro, minhas maneiras estão péssimas ultimamente. Pode se sentar no sofá, mas, ó, do lado esquerdo. O direito é do Feijão e ele vai vir prestar reclamação com muita braveza contigo. Né, Feijão? O segundo nome dele é Tropeiro.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
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