Dia desses achei um batom teu perdido aqui no quarto; desses que tu tinha mais pra escrever em guardanapo; Na falta da própria, até tua boca tentei imitar, me travesti e passei o batom teu; beijei o espaço; beijei o espelho, o abajur, o Santiago, porteiro novo que tu não conheceu; e o Saramago, à cabeceira, que me emprestou e também já esqueceu; Apaguei as luzes, assisti a rua me dando audiência; vesti um vestido certa vez e dessa vez nem era aquele teu, nem era meu, era de Ivete, que nessa história caiu de para-brisas; O paraquedas do meu carro me avisa; pega carona com sei-lá-alguém; e a própria paciência atrasa a rima e atende pr'outro nome; Dia desses senti saudades tuas mas a noite escura me atendeu o telefone.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
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