segunda-feira, 30 de junho de 2014

1976

Estou por toda parte
O caminho que eu desvio me desloca o lugar
Já não te amo mais
Céu, chuva, boteco e canção
O pulso aberto perde a conta do coração batendo
Vermelho, sinal de saúde
Quem sabe um dia passo a rimar com mais frequência
E menos medo
Mais mãos
Escreve o que eu te digo
Quem me dera ter aqui um ponto final, conciso e derradeiro
Acabou, respira fundo e bebe um gole de Sol
Queria cantar pra fora de alguém
Alegria é sede que dá e passa
38 anos, trate de se cuidar as cores
São todas as formas de medo
Queria cantar sobre a janela
Mão coçando é sinal de ditado
Estou no caminho que eu desvio o coração
Respira fundo e acende a noite
Quem sabe um jeito de te abraçar sem te ferir
Quem me dera um ponto final pra te esperar passar
O pulso aberto dá forma e sede
Antes tarde do que pressa
Canção do Mar ao Sol sobre a Cidade
Antes dentro do que nunca
Estou por todo rosto
Antes prosa do que fora
Já não me labirinto mais
Alegria por toda tarde
Que janela eu te fiz?
Cores por toda parte
Que chuva eu te fiz?
Respira um gole e apaga o fim
Que arte eu te fiz?
Vermelho e dor são duas formas de amor
Que sede eu te fiz?
Frequentemente beba o céu
Que labirinto eu te fiz?
Conta pra alguém
Chuva rima comigo
Estou pros 38 anos o que a pressa está para os botecos da cidade
Menos medo e mais fundo
A dor também abraça
O coração dá para janela
Estou por toda arte.

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