Pleno em casa, saguão, sala, quarto
Acendo as luzes
Insetos desta vez?
Não
Dispo a roupa, cama, câimbra, lato
Brisa leve janela a dentro, sereno afora
Casa, entro pela janela, teto
Acendo as luzes
Sem aplausos, meu quarto
Insetos?
Tampouco, aguardo
Azulejo, confete, purpurina, rouco, sono
Quarto, no escuro
Ruídos, pouca curiosidade
Saio pela sala sua
Coragem, vagalume, parapeito
Reencontro as roupas, porão, portão, rua
Centelha madrugada afora, pôr-do-Sol adentro
Casa, poeira, ressaca, cubro
Esqueço as chaves, abro
Luzes
Um vulto desce do teto e fica preso no óculos; Inseto?
Corro pra me refugiar debaixo do móvel
A multidão de tardígrados,
Minúsculos artrópodes presentes no suor dos nossos colchões,
Me aplaude entusiasmadamente.
Lar, o quarto, o seu
Você abre a porta, entro, curva
Luzes? Sim, a sua
Insetos? Eu
Corro pra me refugiar na timidez da Lua Nova
Pendurada estava no móbile sobre sua cama, Só
O pé descalço pela manhã amanhece com câimbra? Sim
Mas sob seu lençol.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
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