Um, o vácuo este entre tua nuca e a narina minha,
entre nossos ombros, nossos dois pulsos,
entre o teu quadril e a palma do meu dedão;
Que se eu devesse reduziria esta distância
Pois mais veloz e com tempo para reduzir o que separa estes dois lados
Em referência aqui;
Não devo;
Lá, pois é tua a régua métrica que redefiniu o espaço entre nós
quando te fez aguda a necessidade de estendê-lo:
e respeito teu arbítrio;
Que triste e podre este afeto meu seria se eu, autoritário,
quisesse transpor o que é e apenas pode ser teu. Plena de si te admiro e quero;
Vigio em mim qualquer salto, do que comprometido acima, eu vier a dar.
Mas: Quão livre sou se sou ainda mera sombra do que me é verdade.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
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