sábado, 23 de agosto de 2014

Drops #3

Amo-te como bomba nuclear, como guerra de cerol no ar. Amo-te como deveríamos violar a maioria dos tratados de paz que não assinamos e coçar o que nos coça pelo lado de dentro com tesoura sem ponta. Amo-te porque nosso amor não nos redime nem salva nem preenche os espaços em branco com a caligrafia escrota nem rasura os afobados com corretivo líquido nem nos implica com a falta de vírgula nem nos interroga o predicativo do sujeito ou sujeito do predicado. Amo-te e grito porque a rouquidão me dói a garganta e te faísca a labirintite e ambas estão sujeitas fatidicamente a se curar do estrondo.

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